A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) abriu a Consulta Pública nº 14/2026 com a proposta de inclusão do Romosozumabe e teriparatida no tratamento para homens com osteoporose grave e falha terapêutica.
A osteoporose é uma doença que resulta no aumento da fragilidade dos ossos quando há perda de massa óssea e alterações na estrutura interna do osso, deixando-o mais frágil e aumentando o risco de fraturas. Ela pode ser classificada em primária e secundária. A forma primária, a mais comum, caracteriza-se pela perda de massa óssea associada ao envelhecimento. Já a osteoporose secundária está relacionada à ocorrência de fraturas ósseas vinculadas a outras condições clínicas, correspondendo a cerca de 30% dos casos em mulheres após a menopausa, de 40% a 50% nas mulheres antes da menopausa e de 50% a 55% nos homens diagnosticados com osteoporose.
O Comitê de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias (DGITS/SCTIE), do Ministério da Saúde, solicitou à Conitec a avaliação de incorporação, ao SUS, dos medicamentos romosozumabe e teriparatida para o tratamento para homens com osteoporose grave e falha terapêutica aos medicamentos disponíveis no SUS.
Até o presente momento, o medicamento romosozumabe não possui indicação em bula aprovada junto à Anvisa para tratamento de homens. Embora alguns estudos internacionais tenham investigado essa abordagem, essa indicação específica ainda não foi incorporada nas
diretrizes do Ministério da Saúde.
A análise do impacto orçamentário mostrou que, em cinco anos, o uso do romosozumabe em vez do alendronato poderia aumentar os gastos em cerca de R$ 115 milhões. A comparação entre teriparatida e alendronato indicou aumento de cerca de R$ 450 milhões. Por outro lado, substituir a teriparatida pelo romosozumabe poderia gerar economia ao SUS de aproximadamente R$ 335 milhões.
O assunto está disponível na Consulta Pública nº 14 até 30/03/2026, para receber contribuições da sociedade (opiniões, sugestões e críticas) sobre o tema.
Como contribuir
- Acesse a Consulta Pública nº 14/2026 no portal Brasil Participativo.
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Por que participar
A consulta pública é uma etapa essencial de participação social no processo de formulação de políticas de saúde. As contribuições recebidas ajudam a aperfeiçoar o processo assegurando que ele contemple não apenas os aspectos técnicos e científicos, mas também a experiência dos pacientes e dos profissionais que lidam diariamente com a doença.
Prazo máximo para envio das contribuições: 30/03/2026
Fonte: Conitec
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