O estradiol em avaliação é um medicamento com a mesma composição do estrogênio produzido pelo corpo, formulado para aplicação pela via transdérmica, por meio de um adesivo aplicado na pele 2 vezes por semana. Cada adesivo utilizado deve ser removido após 3 a 4 dias
e um novo adesivo deve ser aplicado. A via transdérmica evita a passagem do medicamento pelo fígado antes de chegar à corrente sanguínea — algo que ocorre com os estrogênios administrados por via oral, gerando uma sobrecarga ao órgão. Isso torna o tratamento mais seguro e com menos efeitos sobre o metabolismo hepático.
Com base nas evidências clínicas disponíveis — ainda que limitadas e baseadas principalmente em estudos com o uso de estrogênio por via oral —, observam-se benefícios importantes para o bem-estar emocional e social de adolescentes do sexo feminino com HHO que fazem terapia hormonal. A análise econômica mostrou que o uso do adesivo de estradiol apresenta uma boa relação entre custo e benefício em saúde, sendo uma opção economicamente vantajosa para o SUS. Além disso, o estudo indicou que os custos para o sistema de saúde seriam viáveis e cresceriam de forma gradual e controlada ao longo de cinco anos.
A Conitec recomendou, por unanimidade, a incorporação do estradiol adesivo transdérmico para indução da puberdade em meninas com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico (HHO). Esse tema foi discutido durante a 26ª Reunião Extraordinária da Comissão, realizada no dia 22 de janeiro de 2026. Na ocasião, o Comitê de Medicamentos considerou que apesar das evidências clínicas limitadas a respeito do tratamento com a tecnologia, a experiência nacional e internacional reforça a sua segurança na prática clínica. O uso do estradiol na forma transdérmica apresenta vantagens, pois reproduz de maneira mais natural a exposição hormonal, evita picos elevados no sangue e reduz os riscos metabólicos observados com outras formas de administração. Diante da escassez de estudos clínicos, solicitou-se que, caso existam, evidências de menor nível, como estudos observacionais, sejam apresentadas no retorno da consulta pública, a fim de contribuir para a discussão.
Dessa forma, entende-se que as contribuições recebidas durante a consulta pública poderão ajudar a compreender melhor os seguintes aspectos:
• De que forma ocorreu o diagnóstico da condição de saúde?
• Em que idade o tratamento passou a ser realizado?
• Em que idade iniciou o uso do adesivo transdérmico (estradiol hemihidratado)?
• Teve alguma dificuldade no corte do adesivo para dosagem do medicamento?
• Precisou interromper a aplicação do adesivo? Se sim, por qual motivo?
O assunto está disponível na Consulta Pública nº 7, durante 20 dias, no período de 19/02/2026 a 10/03/2026, para receber contribuições da sociedade (opiniões, sugestões e críticas) sobre o tema.
Como contribuir
- Acesse a Consulta Pública nº 07/2026 no portal Brasil Participativo.
- Clique em “Entrar” e faça login com sua conta Gov.br.
- Escolha o perfil (profissional de saúde, paciente, organização da sociedade civil etc.).
- Preencha o formulário, insira suas considerações e envie sua contribuição.
Por que participar
A consulta pública é uma etapa essencial de participação social no processo de formulação de políticas de saúde. As contribuições recebidas ajudam a aperfeiçoar o processo assegurando que ele contemple não apenas os aspectos técnicos e científicos, mas também a experiência dos pacientes e dos profissionais que lidam diariamente com a doença.
Prazo máximo para envio das contribuições: 10/03/2026
Fonte: Conitec
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