Consulta Pública nº 08/2026 – proposta de incorporação testosterona injetável em homens e em adolescentes do sexo masculino com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico

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A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) abriu a Consulta Pública nº 08/2026 com a proposta de incorporação do Testosterona injetável em homens e em adolescentes do sexo masculino com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico.

A terapia com testosterona é o tratamento recomendado para homens sintomáticos com diagnóstico de HHO, o que inclui indivíduos com produção deficiente de testosterona pelos testículos, com defeitos estruturais na região cerebral responsável pela regulação das funções endócrinas ou na hipófise. Nesses casos, o objetivo é induzir e manter características sexuais, melhorar a função sexual, a libido, a qualidade de vida, a sensação de bem-estar, a massa muscular, a força e a quantidade de cálcio nos ossos.

A análise das evidências clínicas demonstrou que, quando comparada ao placebo, a terapia com testosterona melhorou a quantidade de cálcio nos ossos, o perfil de gorduras no sangue e a resposta inflamatória em homens com HHO. Em adolescentes, a estimulação da puberdade com testosterona foi associada à melhora da ejaculação, à ereção espontânea do pênis durante o sono e ao aumento dos níveis de testosterona. No que se refere à segurança, foi registrada baixa ocorrência de eventos adversos, sem diferenças significativas entre os grupos.

A Conitec recomendou inicialmente a incorporação, ao SUS, do undecilato, do cipionato e da combinação de quatro ésteres de testosterona (propionato de testosterona, empropionato de testosterona, isocaproato de testosterona e decanoato de testosterona) para reposição hormonal em homens com HHO e da combinação de quatro ésteres de testosterona (propionato de testosterona, 12 empropionato de testosterona, isocaproato de testosterona e decanoato de testosterona) para indução da puberdade em meninos com HHO. Esse tema foi discutido durante a 26ª Reunião Extraordinária da Comissão, realizada no dia 22 de janeiro de 2026. Na ocasião, o Comitê de Medicamentos considerou que a reposição hormonal é reconhecida internacionalmente como padrão de cuidado e, embora os estudos disponíveis sejam limitados, demonstram benefícios para o desenvolvimento puberal, a saúde óssea e a função sexual. Além disso, a segurança do tratamento, reforçada pela experiência clínica, também foi analisada. O impacto orçamentário foi apontado como relevante, mas justificado pela necessidade de suprir uma lacuna histórica na oferta de tratamento.

Dessa forma, entende-se que as contribuições recebidas durante a consulta pública poderão ajudar a compreender melhor os seguintes aspectos:
• Qual foi a testosterona utilizada?
• Com que idade começou o uso da tecnologia?
• Durante o tratamento, foi realizado monitoramento de uso? Se sim, de que tipo?
• Houve ajuste de dose do medicamento durante o tratamento? Se sim, para qual quantidade?
• Houve mudança no intervalo de aplicação da tecnologia durante o tratamento? Se sim, para quanto tempo?

O assunto está disponível na Consulta Pública nº 8, durante 20 dias, no período de 19/02/2026 a 10/03/2026, para receber contribuições da sociedade (opiniões, sugestões e críticas) sobre o tema.

Como contribuir

  1. Acesse a Consulta Pública nº 08/2026 no portal Brasil Participativo.
  2. Clique em “Entrar” e faça login com sua conta Gov.br.
  3. Escolha o perfil (profissional de saúde, paciente, organização da sociedade civil etc.).
  4. Preencha o formulário, insira suas considerações e envie sua contribuição.

Por que participar

A consulta pública é uma etapa essencial de participação social no processo de formulação de políticas de saúde. As contribuições recebidas ajudam a aperfeiçoar o processo assegurando que ele contemple não apenas os aspectos técnicos e científicos, mas também a experiência dos pacientes e dos profissionais que lidam diariamente com a doença.

⚠ Prazo máximo para envio das contribuições: 10/03/2026

Fonte: Conitec


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