A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) abriu a Consulta Pública nº 10/2026 com a proposta de incorporação do Sistema de implante auditivo de ouvido médio para pacientes com perda auditiva neurossensorial leve a severa que não podem usar aparelhos auditivos convencionais por razões médicas.
O Instituto Pró-IOU solicitou à Conitec a avaliação da incorporação do sistema de implante auditivo de ouvido médio para o tratamento de pessoas com perda auditiva neurossensorial (PANS) de grau leve a severo que não podem utilizar aparelhos auditivos convencionais por
motivos médicos. A tecnologia analisada é o sistema de implante auditivo de ouvido médio, que utiliza a estimulação vibratória no ouvido médio para tratar a perda de audição, uma técnica chamada de vibroplastia. O sistema é composto por duas partes: uma parte interna, implantada cirurgicamente (VORP 503), e uma parte externa, o processador SAMBA 2, que fica preso à cabeça por um ímã.
O sistema funciona da seguinte maneira: o processador externo, que contém um microfone, capta os sons e os transforma em um sinal elétrico, que é enviado para o implante interno. Este implante vibra uma das estruturas da orelha média, transmitindo o som diretamente para o ouvido interno, sem precisar passar pelo canal auditivo, sendo útil para pessoas que não podem usar aparelhos auditivos convencionais. Resultados mostraram que existe grande incerteza sobre quanto a tecnologia realmente custaria ao SUS, e esse é um ponto importante na tomada de decisão.
O assunto está disponível na Consulta Pública nº 10 até 30/03/2026, para receber contribuições da sociedade (opiniões, sugestões e críticas) sobre o tema.
Como contribuir
- Acesse a Consulta Pública nº 10/2026 no portal Brasil Participativo.
- Clique em “Entrar” e faça login com sua conta Gov.br.
- Escolha o perfil (profissional de saúde, paciente, organização da sociedade civil etc.).
- Preencha o formulário, insira suas considerações e envie sua contribuição.
Por que participar
A consulta pública é uma etapa essencial de participação social no processo de formulação de políticas de saúde. As contribuições recebidas ajudam a aperfeiçoar o processo assegurando que ele contemple não apenas os aspectos técnicos e científicos, mas também a experiência dos pacientes e dos profissionais que lidam diariamente com a doença.
Prazo máximo para envio das contribuições: 30/03/2026
Fonte: Conitec
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