Novo medicamento oral contra queda de cabelo promete maior eficácia e menos riscos à saúde

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Poucas inovações surgiram no tratamento oral da queda de cabelo nos últimos anos. Oficialmente, a finasterida é o único medicamento oral indicado para tratar a queda dos fios, enquanto o minoxidil em comprimido, um vasodilatador originalmente indicado para tratar a hipertensão arterial, é usado off label desde 2010 para solucionar o problema. Porém, uma novidade promete mudar em breve este cenário (leia mais aqui). A empresa norte-americana Veradermics trabalha em uma versão reinventada do minoxidil oral, desta vez pensada totalmente para o tratamento da queda dos fios de homens e mulheres.

Os comprimidos de minoxidil disponíveis no mercado atingem seu pico e são eliminados do corpo em cerca de duas horas, limitando o tempo necessário para o renascimento dos fios. Por sua vez, o novo medicamento batizado de VDPHL01 pretende expandir a exposição da substância aos folículos, aumentando as chances de um crescimento rápido e consistente, e diminuindo os riscos cardíacos.

Além do menor risco à saúde do coração, outra vantagem do novo medicamento, caso comprovado, seria o fato de funcionar para ambos os gêneros sem efeitos colaterais. A finasterida, por exemplo, age bloqueando o DHT, um hormônio masculino produzido a partir da testosterona, que pode causar queda de cabelo em homens e mulheres. No entanto, como a substância pode causar defeitos congênitos, muitos médicos evitam prescrevê-la para mulheres em idade fértil. Nos homens, ela também já foi associada a efeitos colaterais como disfunção erétil e diminuição da libido.

Ainda que a notícia seja animadora, o medicamento está em fase de testes. Os estudos começaram inicialmente com um grupo masculino e, em seguida, seguirão para o feminino. Cerca de 21 participantes homens foram submetidos a duas doses diárias do VDPHL01 durante quatro meses. 95% deles se mostraram satisfeitos com os resultados, sem efeitos colaterais ou alterações na pressão sanguínea. Se aprovado, o medicamento deve chegar às gôndolas por volta de 2026.

Fonte: O Globo/Vogue


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