A nova chance de vida de Mariana: do câncer e bradicardia à retomada da disposição

Priscila Torres
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Aos 27 anos, Mariana Volse, que trabalha no setor comercial de uma clínica odontológica, voltou a enxergar na rotina os detalhes que antes pareciam simples: subir escadas, caminhar mais rápido, conversar enquanto anda e até correr. Depois de enfrentar um linfoma, desafios cardíacos e uma queda importante na disposição, ela encontrou no implante do marcapasso sem fio um novo capítulo de autonomia e qualidade de vida

Antes do diagnóstico, Mariana tinha uma vida ativa. Trabalhava, concluía a faculdade e mantinha uma rotina regular de exercícios físicos. Desde a adolescência, praticava esportes como vôlei e tinha na corrida uma de suas atividades favoritas. “Eu tinha uma vida muito ativa, então a minha qualidade de vida era excelente”, relembra.

No início de 2024, no entanto, surgiram os primeiros sinais de que algo não estava bem: inchaço no rosto e no pescoço, alterações de peso e uma trombose na jugular direita. Após 30 dias de internação e uma série de exames, foi identificada uma massa no mediastino, região do tórax. O caminho até o diagnóstico definitivo foi complexo e marcado por procedimentos, incertezas e uma primeira biópsia que evoluiu com intercorrências.

Em busca de respostas, Mariana e sua família chegaram ao Hospital de Amor, em Barretos. Inicialmente, ainda sem um diagnóstico conclusivo, ela passou por sessões de radioterapia e retornou à rotina de trabalho. Mas, em janeiro de 2025, os sintomas se intensificaram. A falta de ar e a fadiga passaram a transformar um trajeto de apenas dez minutos entre casa e trabalho em um esforço exaustivo.

“Eu chegava muito cansada, parecendo que tinha corrido uma maratona”, conta.

Em um dia, ao voltar do trabalho, ela precisou parar no meio do caminho e não conseguiu mais se levantar. A partir dali, Mariana voltou ao Hospital de Amor e foi encaminhada à UTI. Uma nova biópsia trouxe, enfim, o diagnóstico: linfoma não-Hodgkin, com alta possibilidade de cura. Ela iniciou seis meses de quimioterapia.

Um desafio além do câncer

Durante o tratamento oncológico, porém, Mariana enfrentou uma dificuldade adicional: o comprometimento cardíaco. O tumor havia invadido o átrio do coração e, somado aos efeitos do próprio tratamento, afetou a função cardíaca. A fraqueza e os batimentos baixos passaram a limitar ainda mais seu dia a dia.

“A parte cardiológica foi muito mais desafiadora do que propriamente fazer todas as seis sessões de quimioterapia”, afirma.

Já na segunda sessão de quimioterapia, diante do enfraquecimento progressivo do coração e do risco de uma complicação maior, os médicos indicaram o implante de um marcapasso. Por conta da trombose e da necessidade de preservar os acessos venosos durante a quimioterapia, o dispositivo foi implantado de forma epicárdica, com gerador e eletrodo posicionados externamente ao coração.

Mariana concluiu a quimioterapia e, em setembro, recebeu uma das notícias mais aguardadas: remissão total do tumor. Hoje, ela está curada do linfoma. Mas a jornada não terminou ali. Em meio ao processo, o eletrodo do primeiro marcapasso se soltou, e os batimentos cardíacos voltaram a cair.

A bradicardia trouxe de volta o cansaço intenso e limitações que impediam Mariana de viver plenamente. Mesmo após vencer o câncer, atividades simples continuavam difíceis. Falar e caminhar ao mesmo tempo, por exemplo, exigia esforço demais. “Ou eu parava para falar, ou andava e parava de falar”, recorda.

A retomada com o marcapasso sem fio

O implante do Micra marcou uma nova virada. Mariana descreve o procedimento como simples, minimamente invasivo, com recuperação rápida e tranquila. E os resultados foram percebidos logo nos primeiros dias.

“Depois do implante do Micra, a minha vida mudou completamente”, diz.

Ela conta que recuperou a capacidade de se esforçar fisicamente sem sentir o cansaço excessivo que a acompanhava por causa dos batimentos baixos. Hoje, sobe escadas, caminha em ritmo acelerado, conversa enquanto anda e até voltou a correr, atividades que antes se tornaram difíceis ou impossíveis.

“Meu esforço físico voltou a ser como era antes. Eu não me sinto cansada”, celebra.

Mais do que um dispositivo, o Micra representa para Mariana a oportunidade de retomar uma vida que sempre foi marcada por movimento, esporte e disposição. Depois de um período de incertezas, internações e tratamentos intensos, ela voltou a olhar para o futuro com confiança.

Há um ano, Mariana ainda se recuperava de uma jornada sem garantias. Hoje, curada do câncer e com uma nova chance de viver com qualidade, ela resume sua trajetória com fé e gratidão: “A fé é a primeira das coisas que a gente tem que ter na nossa vida, porque sem ela nós não somos nada. Deus nos guia nos momentos de dificuldade e envia pessoas boas e capacitadas, profissionais competentes, para fazer uma grande obra em nossa vida.”

Fonte: Assessoria de Imprensa.


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