Conitec abre consulta pública sobre atualização do protocolo de cuidado da doença renal crônica, veja o que pode mudar

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A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu a Consulta Pública nº 56/2026 para receber contribuições sobre a proposta de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Cuidado ao Paciente com Doença Renal Crônica (DRC) até 20 de julho.

A principal novidade da proposta é a inclusão do ciclossilicato de zircônio sódico, um medicamento via oral para pacientes em estágios mais avançados da doença renal crônica. Além disso, a atualização do PCDT reúne em um único documento recomendações sobre prevenção, diagnóstico, estratificação de risco, tratamento medicamentoso e não medicamentoso, acompanhamento e estratégias para retardar a progressão da doença.

Novo tratamento para excesso de potássio no sangue

Incorporado ao SUS em 2025 (Portaria SECTICS/MS nº 26/2025), o medicamento ciclossilicato de zircônio sódico oferece uma nova alternativa para o tratamento da hipercalemia grave em adultos com doença renal crônica nos estágios 4 e 5. A hipercalemia é caracterizada pelo excesso de potássio no sangue. 

Em pessoas com doença renal avançada, os rins têm dificuldade para eliminar esse mineral, o que pode aumentar o risco de alterações no coração. No protocolo, considera-se hipercalemia grave quando o potássio sérico está acima de 6 mEq/L

Dapagliflozina passa a ter papel central no tratamento

A proposta também reforça o papel da dapagliflozina no tratamento da doença renal crônica para atrasar a evolução da doença. O protocolo recomenda que o medicamento seja utilizado em conjunto com medicamentos que já fazem parte do tratamento padrão — como enalapril, captopril e losartana — desde que o paciente atenda aos critérios definidos no protocolo.

Os estudos analisados pela Conitec mostram que a dapagliflozina pode ajudar a preservar a função dos rins por mais tempo, reduzir a necessidade de diálise e diminuir o risco de complicações graves, como problemas no coração, tanto em pessoas com diabetes quanto naquelas sem a doença. 

Diagnóstico precoce ganha destaque

Outro destaque da proposta é o incentivo ao diagnóstico precoce da doença renal crônica. O protocolo reforça a importância de acompanhar de perto pessoas com maior risco de desenvolver a doença, como aquelas com diabetes, pressão alta, idosos e quem tem casos de doença renal na família. Além de avaliar a função dos rins por meio da taxa de filtração glomerular (TFG), o documento recomenda a realização do exame de urina que identifica a presença de proteínas (albumina), um sinal que pode indicar lesão nos rins ainda nas fases iniciais da doença. 

Participe da consulta pública: sua opinião pode fazer a diferença 

A proposta recebeu recomendação preliminar favorável do Comitê de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas da Conitec e agora está em consulta pública, etapa em que a sociedade pode opinar antes da decisão final sobre a atualização do protocolo. 

Pacientes, familiares, profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e qualquer cidadão interessado podem enviar contribuições até 20 de julho, por meio do link: 

A consulta pública é uma oportunidade para compartilhar experiências, sugestões e contribuições que podem ajudar a aprimorar o protocolo antes da publicação da versão final. Se você convive com a doença renal crônica ou conhece alguém nessa situação, participe e contribua para fortalecer o cuidado oferecido pelo SUS às pessoas que convivem com doença renal crônica.

Fonte: Assessoria de Imprensa.


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