Ministério trocará insulina humana por análoga como resposta a crise de abastecimento

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O processo integra um plano que prevê transição gradual, produção nacional e prioridade a pacientes da atenção básica.

O Ministério da Saúde iniciará um processo de troca gradual das insulinas humanas (NHP) por análogas de ação prolongada, como a glargina, aos pacientes com diabetes I e II do SUS.

O plano de ação foi apresentado na última quinta-feira (29/1) pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri. Segundo ela, as ações foram criadas em um grupo de trabalho para responder à crise global de falta de estoques da insulina humana. A pasta compra, por ano, mais de 90 milhões de unidades do medicamento para atender a cerca de 2 milhões de pacientes.

De acordo com a secretária, a ideia é que a troca comece aos poucos, para grupos prioritários atendidos na atenção primária.

Parte da demanda será suprida pela Parceria de Desenvolvimento Produtivo entre Bio-Manguinhos (Fiocruz) e o laboratório Biomm. No primeiro ano, o contrato deve atender a 30% da necessidade do SUS, saltando para 50% no segundo ano e 85% no terceiro. Em 2026, serão entregues 29 milhões de unidades da insulina glargina a partir desta PDP.

O plano de ação foi desenvolvido em três meses a partir das ações conduzidas junto ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), ao Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a especialistas do setor.

O grupo realizou uma consulta pública para levantar as possibilidades de estoque junto aos fornecedores no Brasil.

O relatório completo foi finalizado na segunda semana de janeiro e apresentado na primeira reunião do ano com estados e municípios.

O documento apresenta ainda quais seriam os grupos prioritários para o início da transição entre os medicamentos. Os técnicos também desenharam uma versão piloto da mudança e propuseram ações estratégicas de capacitação das equipes locais.

Fonte: Jota.


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