Mitos e Verdades sobre a vacina contra o HPV

7 Leitura mínima

Dra. Rosana Richtmann, infectologista do Grupo Santa Joana explica os benefícios da imunização em diferentes faixas etárias

São Paulo, março de 2026 – Com a desinformação ainda rondando a vacinação contra o HPV, o Ministério da Saúde vem reforçando dados que mostram avanço consistente na proteção: em 2024, a cobertura vacinal atingiu 82,83% das meninas de 9 a 14 anos e 67,26% dos meninos na mesma faixa etária. Na mesma linha, o calendário nacional passou a adotar dose única para essa faixa etária, e o resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos foi prorrogado até o primeiro semestre de 2026 no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Imunização a vacina está indicada para faixa etária maior (em bula até 45 anos) para homens e mulheres.

Para a infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, Dra. Rosana Richtmann, o recado é direto: “Quando uma nova vacina é introduzida, avaliamos quatro critérios fundamentais: segurança, capacidade de gerar resposta imunológica, eficácia e efetividade (dados de mundo real). No caso da vacina contra o HPV, a eficácia é consistente, segura e produz uma imunogenicidade robusta, oferecendo alta proteção, e já temos dados de vida real, demonstrando excelente performance na proteção das doenças relacionadas ao HPV.”

1) A vacina do HPV é perigosa e dá reações graves com frequência.
MITO

Como qualquer imunizante, pode causar efeitos indesejáveis — mas, na maioria das vezes, são leves e passageiros, como dor no braço, febre baixa ou mal-estar. Grandes sistemas de monitoramento continuam acompanhando eventos adversos e sustentam um perfil de segurança muito favorável. 

2) Tomar a vacina “pega HPV”, causa verrugas ou câncer.
MITO

A vacina não contém vírus vivo e não provoca infecção. Ela usa partículas semelhantes ao vírus (sem material genético) apenas para treinar o sistema imunológico. Por isso, não “dá HPV” e não causa doenças relacionadas ao HPV. A vacina é muito segura!

3) Quem já teve diagnóstico de HPV também pode se vacinar.

VERDADE

A vacina não trata a infecção em curso, mas pode proteger contra outros tipos do vírus aos quais a pessoa ainda não foi exposta por isso segue fazendo sentido dentro das faixas etárias elegíveis no SUS, assim como as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizaçao -SBIm, para faixa etária mais velha.

4) A vacina causa infertilidade ou falência ovariana.
MITO

Não há evidência de que a vacinação provoque infertilidade. O Centers for Disease Control and Prevention informa que não foi encontrada prova de problemas reprodutivos, incluindo insuficiência ovariana primária, e destaca que prevenir câncer de colo do útero também ajuda a evitar tratamentos que podem comprometer a fertilidade. A Organização Mundial da Saúde, por meio de seu comitê de segurança vacinal, também concluiu que os dados disponíveis não sustentam associação entre vacina e infertilidade. 

5) Vacinar “estimula” o início da vida sexual.

MITO
Não. A vacinação é uma medida de prevenção e não tem relação causal com comportamento sexual. Em boletim da Sociedade Brasileira de Imunizações, a especialista ressalta que estudos não mostraram antecipação do início da vida sexual entre vacinadas em comparação às não vacinadas. 

6) Vacina do HPV pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas.

VERDADE

A orientação é que seja feita em locais anatômicos diferentes, sem necessidade de “intervalo” especial entre imunizações.

7) A vacina é só para mulheres.

MITO
O HPV afeta mulheres e homens. A imunização ajuda a reduzir a circulação do vírus e a prevenir doenças também no sexo masculino, incluindo verrugas genitais e cânceres associados ao HPV, especialmente o câncer de orofaringe. 

8) Quem se vacina não precisa mais fazer teste de rastreamento para HPV no futuro.

MITO
A vacina protege contra os tipos mais importantes do vírus, mas não cobre todos. Por isso, rastreamento e acompanhamento ginecológico continuam essenciais quando chegar a idade indicada para os exames.

Sobre o Hospital e Maternidade Santa Joana

Com 77 anos de excelência, o Hospital e Maternidade Santa Joana é referência em saúde da mulher e do neonato. A instituição oferece desde atendimentos de baixa complexidade até os procedimentos mais avançados de alta complexidade nas áreas de ginecologia, obstetrícia, medicina fetal, imunização, cirurgia cardíaca neonatal, endometriose, saúde do assoalho pélvico, vídeo cirurgias, incluindo a cirurgia robótica, entre outros.

O Santa Joana conta ainda com diversos Centros de Diagnóstico Integrados (CDI) especializados em pré-natal de baixo e alto risco, distribuídos estrategicamente pelas principais regiões de São Paulo. Esses centros reúnem alta tecnologia e equipes multidisciplinares para proporcionar, em um único local, exames completos com agilidade, precisão e conforto.

Ao longo de sua trajetória, a instituição já realizou mais de 500 mil partos e apresenta indicadores de desfechos maternos e neonatais comparáveis aos melhores resultados internacionais.

Reconhecido nacional e internacionalmente, o Hospital e Maternidade Santa Joana possui diversas certificações globais, e foi eleito, por 11 anos consecutivos, a melhor maternidade de São Paulo pelo Datafolha. Também figura entre os cinco melhores hospitais do Brasil nas especialidades de obstetrícia, ginecologia e pediatria, segundo o ranking World’s Best Hospitals 2026, publicado pela revista americana Newsweek.

Site: www.santajoana.com.br

Responsável técnico: Hospital e Maternidade Santa Joana: Dr. Eduardo Cordioli – CRM 90587

Informações para a imprensa

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Silvana Chaves – silvana.chaves@conteudoink.com.br (11) 9 5357-5716
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