Pacientes com hipertensão arterial pulmonar ganham nova opção de tratamento no SUS

Medicamento associado já era utilizado na Rede de forma isolada para a mesma condição de saúde

Foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS) mais uma alternativa para o tratamento da Hipertensão arterial pulmonar (HAP), condição rara, grave, definida como o aumento da pressão na circulação pulmonar e que dificulta a passagem do sangue pelas artérias e veias do pulmão. É o uso associado da sildenafila e da bosentana que poderá ajudar pacientes acometidos pela doença. Ambos os medicamentos já estão disponíveis da rede pública de saúde, utilizados de forma isolada também para o tratamento da HAP. Para a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), essa disposicao pode contribuir para a redução da piora clínica e consequentemente aumento da qualidade de vida dos pacientes, bem como ser mais custo-efetiva para o SUS quando comparada aos demais medicamentos já incorporados (uso em monoterapia ou associações entre si).

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Os principais sintomas da HAP são falta de ar, cansaço, fadiga, limitação para o desenvolvimento de atividades diárias, dor no peito e no tórax, tontura, desmaio, tosse com sangue, coloração azul-arroxeada da pele, das unhas, dos lábios ou das extremidades do corpo em virtude de má oxigenação do sangue, além de manifestações em outros órgãos e sistemas. As causas podem estar associadas à existência de doenças de base, ao uso de determinadas drogas ou outras substâncias tóxicas ou ter fundo genético.

Em geral, há dificuldades para identificação da HAP, sendo reconhecida já em estágio relativamente avançado. Para o diagnóstico, além da avaliação dos sintomas, são realizados exames como ecocardiograma transtorácico, gasometria arterial (exame de avaliação de trocas gasosas pulmonares), cintilografia pulmonar (exame para detecção de alterações na passagem do ar ou na circulação de sangue aos pulmões), testes de atividade física e pico do consumo de oxigênio, cateterismo cardíaco direito, entre outros.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da HAP prevê tratamento medicamentoso com a utilização de fármacos como nifedipino, anlodipino, sildenafila, iloprosta, ambrisentana e bosentana, que estão disponíveis no SUS. Além disso, o PCDT orienta medidas não farmacológicas como restrição de sal na dieta, realização de atividades físicas com acompanhamento especializado e oxigenoterapia. Recomenda-se ainda que a gravidez seja evitada por mulheres com HAP, pois a doença aumenta o risco de morte no período gestacional.

Fonte: Conitec

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