Pacientes em tratamento contra depressão e demais transtornos psicológicos denunciam a falta de medicação de uso controlado e contínuo nos Caps (Centro de Atenção Psicossocial) e em unidades de saúde de Campo Grande. Conforme os relatos ouvidos pela reportagem, a situação ocorre desde o início de 2025.
“Ele veio na consulta e não tem medicamento. Não tem em lugar nenhum. Eu vou todos os dias nos postos [em busca de informações sobre os remédios]. No caso do meu marido, ele não dorme sem o remédio. Fica dias sem dormir e aí pode causar as crises”, explica a mulher.
Segundo a esposa do paciente, ele faz uso de levomepromazina, fluoxetina, cloridrato, ácido valpróico e diazepam. Além disso, o marido não consegue trabalhar, devido aos problemas psicológicos, e ela está afastada do emprego após sofrer um acidente. Por esse motivo, a família não consegue pagar pela medicação.
“A pessoa da farmácia do Caps falou que não tem medicamento em posto nenhum, que vai ter que comprar. E quem não tem dinheiro faz o quê? Eu paro e penso que tem toda aquela campanha para as pessoas que têm depressão procurar ajuda, ir nos postos, fazer tratamento. Mas o que é que adianta ir ao posto se não tem o remédio para tratar?”, questiona.
Procurada pela reportagem, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou a falta dos medicamentos, mas informou que a medicação deve ficar disponível novamente nos próximos dias. “A Sesau aguarda o recebimento dos medicamentos por parte do fornecedor, previsto para acontecer nos próximos dias, normalizando o atendimento.”
Fonte: Midiamax.
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