SBR emite nota sobre inclusão de crianças de 5 a 11 anos na campanha de vacinação contra a Covid-19

A Sociedade Brasileira de Reumatologia, mediante nota, manifesta seu posicionamento favorável à vacinação contra a COVID-19 de crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, de acordo com as recomendações da ANVISA, publicadas em 16 de dezembro de 2021.

Desde o início da pandemia da COVID-19, medidas sanitárias como distanciamento social, uso de máscaras e higienização frequente das mãos têm se mostrado efetivas no controle da doença. A vacinação contra o SARS-CoV-2 tem sido crucial para o seu controle e, no contexto epidemiológico da COVID-19 no Brasil, é nítida a relação entre a redução no número de casos e óbitos à medida que a vacinação avançou.

Leia a nota completa abaixo.

Nota da Sociedade Brasileira de Reumatologia a respeito da inclusão de crianças de 5 a 11 anos na campanha de vacinação contra a COVID-19

Comissão de Doenças Endêmicas e Infecciosas – 28 de dezembro de 2021

Desde o início da pandemia da COVID-19, medidas sanitárias como distanciamento social, uso de máscaras e higienização frequente das mãos têm se mostrado efetivas no controle da doença. A vacinação contra o SARS-CoV-2 tem sido crucial para o seu controle e, no contexto epidemiológico da COVID-19 no Brasil, é nítida a relação entre a redução no número de casos e óbitos à medida que a vacinação avançou.

Em geral, há proporcionalmente menos infecções sintomáticas e casos com doença grave e mortes por COVID-19 em crianças e adolescentes, em comparação com faixas etárias mais avançadas, entretanto, algumas comorbidades podem contribuir para o risco de agravamento da doença nesta faixa etária (1,2). As crianças e os adolescentes também podem apresentar sintomas clínicos prolongados (conhecidos como “COVID-19 longa”), além de poder desenvolver a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), uma manifestação tardia e grave que pode complicar o curso da COVID-19 (3,4).

Foram realizados estudos de fase 1, 2 e 3 com a vacina Comirnaty em crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, os quais comprovaram boa eficácia e efetividade, sem identificação de eventos adversos graves (4). Dados preliminares de um estudo de vida real de vacinação contra a COVID-19 nessa faixa etária nos EUA corroboram os achados dos estudos pivotais (5). Estudos de monitoramento estão em andamento, com o objetivo de identificar eventos de interesse de farmacovigilância, fundamentais para o seguimento a longo prazo após a aprovação de novas tecnologias.

Além da ANVISA, outros órgãos regulatórios, como o CDC, o FDA e várias agências na Europa aprovaram e orientam a vacinação contra a COVID-19 na faixa etária dos 5-11 anos, no sentido de reduzir o número de casos e complicações da doença, além de mitigar a sua propagação, principalmente no cenário de várias mutações do SARSCoV-2 que vêm surgindo.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia, mediante o que foi exposto, vem manifestar seu posicionamento favorável à vacinação contra a COVID-19 de crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, de acordo com as recomendações da ANVISA, publicadas em 16 de dezembro de 2021.

Referências

  • 1) Mustafa NM, L AS. Characterisation of COVID-19 Pandemic in Paediatric Age Group: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Clin Virol. 2020;128:104395.
  • 2) Doença COVID-19 em crianças e adolescentes: Informe científico, 29 de setembro de 2021 [Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/WHO- 2019-nCoV-Sci_BriefChildren_and_adolescents-2021.1.
  • 3) Doença pós-COVID-19 [Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/ WHO-2019-nCoV-Post_COVID19_condition-Clinical_case_definition-2021.1.
  • 4) Walter, EB; et al. Evaluation of the BNT162b2 COVID-19 Vaccine in Children 5 to 11 years of age. The New England Journal of Medicine. 2021.Nov.09. doi: 10.1056/NEJMoa2116298.
  • 5) VACCINE SAFETY TEAM; CDC COVID-19 VACCINE TASK FORCE. Adverse events among children ages 5–11 years after COVID-19 vaccination: updates from v-safe and the Vaccine Adverse Event Reporting System (VAERS), 13 dez. 2021.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

Deixe o seu comentário