‘Não faz mais nada’: filha relata drama do pai sem remédio para Parkinson há quase 3 meses

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Prefeitura de Araraquara (SP) diz que situação está relacionada a atrasos de fornecedores, dificuldades logísticas e questões orçamentárias municipais.

A falta de remédios nas unidades de saúde de Araraquara (SP) tem se tornado um problema recorrente e afeta diretamente pacientes que dependem do tratamento para manter a qualidade de vida.

Segundo a prefeitura, o desabastecimento ocorre há quase três meses e está relacionado a atrasos de fornecedores, dificuldades logísticas e questões orçamentárias municipais.

Remédio em falta desde novembro

Entre os casos mais graves está o do pai da cuidadora de idosos Katyane Aparecida da Silva, que luta diariamente para garantir os medicamentos. Ele foi diagnosticado com Parkinson e dois remédios essenciais estão em falta desde novembro.

“Com eles, meu pai anda, conversar melhor, consegue se locomover dentro de casa. Sem, ele não faz mais nada”, afirmou.

A cuidadora de idosos Katyane Aparecida da Silva luta pelos medicamentos do pai em Araraquara, SP — Foto: Fábio de Souza/EPTV

A compra na rede privada é inviável: o custo mensal ultrapassa R$ 1,4 mil, valor impossível para a família arcar.

Enquanto isso, famílias como a de Katyane recorrem a vaquinhas e pedidos de doações para tentar suprir a falta. Ela relata que a saúde do pai piorou nos últimos meses: “Até novembro que tinha medicação, ele andava, brincava com os cachorros, falava com os vizinhos. Depois ele não sai mais do quarto direito, só com ajuda”, afirmou.
Outro morador da cidade, que prefere não se identificar, também enfrenta dificuldades. Ele e a esposa dependem de medicamentos fornecidos pela rede pública, mas nem sempre conseguem retirar.
O exemplo mais recente foi o remédio domperidona, indicado para problemas gástricos. “De um mês e meio para cá só consegui dois frascos”, disse.

A prefeitura reconhece o problema e explica que os atrasos na entrega, somados às limitações financeiras, têm comprometido o abastecimento. No entanto, não há previsão para a normalização da distribuição.

Fonte: G1

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