Pacientes em tratamento contra depressão e demais transtornos psicológicos denunciam a falta de medicação de uso controlado e contínuo nos Caps (Centro de Atenção Psicossocial) e em unidades de saúde de Campo Grande. Conforme os relatos ouvidos pela reportagem, a situação ocorre desde o início de 2025.
Inicialmente, a falta costumava ser pontual, mas a ausência tem se tornado recorrente nos últimos meses. Um dos remédios citados, o diazepam, não estaria disponível desde o início do ano passado.
Esposa de um paciente de 46 anos, que sofre de depressão e distúrbios de mudança de humor, relatou que o marido saiu da última consulta de mãos vazias. Segundo ela, os transtornos afetam o sistema nervoso do paciente, ocasionando crises severas após longos períodos sem medicação.
“Ele veio na consulta e não tem medicamento. Não tem em lugar nenhum. Eu vou todos os dias nos postos [em busca de informações sobre os remédios]. No caso do meu marido, ele não dorme sem o remédio. Fica dias sem dormir e aí pode causar as crises”, explica a mulher.
Segundo a esposa do paciente, ele faz uso de levomepromazina, fluoxetina, cloridrato, ácido valpróico e diazepam. Além disso, o marido não consegue trabalhar, devido aos problemas psicológicos, e ela está afastada do emprego após sofrer um acidente. Por esse motivo, a família não consegue pagar pela medicação.
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